terça-feira, 27 de dezembro de 2011
93.
Gosto de perigos, admiro quem tem força; pra ir e vir, ficar, lutar, conquistar. Acredito no amor mas acredito mais ainda em acidentes. Aprecio vícios, virtudes, gostos e paixões. Prefiro frio ao calor, vinho ao licor, cão ao gato. Avisto aquele único desejo da vez que parece sempre tão distante de onde a mão pode tocar, e peço permissão ao imenso orgulho interior que me deixe ao menos tentar. Corações libertinosos com argumentos montados nunca me trarão a incrível sensação que um esplêndido motor V8 pode me trazer.
domingo, 25 de dezembro de 2011
agridoce.
"e eu que luto contra os meus defeitos não havia mais jeito de consertar, se não por tirar essa dor do peito, entender que o meu erro fez você me odiar. e foi difícil, que sufoco, quando não mais que um sorriso você forçou, e antes de mais nada com a descrição, me chamou a atenção,se desviou...de mim. a minha insatisfação não vai causar impressão, e o meu destino cruel não vai chamar sua atenção. a minha qualquer intenção não vai causar impressão, e o meu destino cruel não vai chamar sua atenção."
Tem hora que não dá mais. A gente vive pra usar as coisas, desfrutar dos prazeres, e não ao contrário. É que nem gente que só usa o cinto de segurança pra não levar multa, o que falta é conscientização. Uma hora ela chega, só não pode ser tarde demais. Eu digo e repito que o ser humano é o animal mais irracional de todos, fazemos tudo aquilo que queremos julgando ser o certo, pois somos crescidos, sabidos e evoluídos. Larguemos um pouco de tamanha ignorância e olhemos uma vez pra cada pedaço de si. Exemplo de irracionalidade, aqui estou unindo lamentações de cinco anos seguidos doados aos transtornos. Coisas boas vem e passam, coisas ruins não. Tenho ímã pra o errado, sou a mãe da discrepância e minha tendência é sempre para o estrago. Exposição demais, importância de menos. Sou parte de uma geração ungida pela sorte que abusa da libido, do hedonismo e do poder, sem limites noite adentro. A gente ganha, a gente perde, a gente não ta nem aí, sem lembrar que precisamos mais do que nunca daquilo que agora repudiamos com ar de superior. Superioridade inventada, personalidade destruída, ridicularizada. Dureza demais, sentimentos de menos. O passado não volta, mas nos prende, ah se prende! Segura, destrói, paralisa o presente. Paralisa nossa mente. Boa moral nunca serviu de nada mesmo, mas há de chegar a hora em que ela gritará por pudor, e como em um afogamento, todas aquelas malditas lembranças voltam em uma única tacada, nos fazendo pensar o porquê de tudo isso. Um sorriso, um olhar, um jeito e um dom de colocar tudo a perder. Uma forma de protesto, uns tapas na cara da sociedade, que acabam sempre num bate e volta interminável. Congelar o coração não é uma boa solução para tudo, há de chegar alguém queimando a ti e aí ficas à merce do acaso, sem saber como lidar. Acaso esse, que tenderá para a negatividade, já que é ali que permaneces, como se estivesse sempre a lhe testar. Se perde, desconhece o controle, a razão, jogas tudo ao vento, de novo e de novo. Pior que o ciclo vicioso entre cigarro, café e chocolate, onde neste, não há como quebrar, onde catarse alguma satisfaz. Reviravoltas vem e vão, e numa dessas, hei de encontrar percepções que perdi há muito tempo.
"nada como o mês de dezembro para fazermos planos que nunca serão colocados em prática."
Assinar:
Comentários (Atom)