curada física, mas não psicológicamente do meu T.A., busco forças sei lá de onde para tentar me ajudar, ou não. (entendam como quiserem o meu 'ajudar'). a cada dia que passa as coisas complicam-se cada vez mais. ou talvez seja apenas meu interior cansado de tanta mesmice tentando esquivar-se da ignorância ao meu redor. mas em algum momento, de tão cansado, acaba mesmo afastando-se daquele todo que me cerca. não sei ao certo, mas parece que nos últimos dias a motivação esqueceu de me visitar. tanto faz também. talvez as contínuas decepções alojaram-se de uma forma defensiva, não deixando mais abertura para as possíveis futuras. ou para quase nada.
contradições invadem-me a todo instante. não sei mais em quem posso confiar. ao menos se devo confiar. a qualquer momento o que mais ama-se pode passar a ser o que mais sente-se repúdio. o que mais te deu orgulho transforma-se, em fração de segundos, em um sentimentos de rancor, em planos para uma árdua vingança.
só queria ter de volta um pouco da mesma inocência que me cercava há uns dez anos atrás. só queria ter alguém, de verdade, que eu pudesse me entregar por inteira, sem medo do amanhã. alguém que realmente se importasse e que eu pudesse sentir isso com toda certeza que há nesse mundo.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
♥
a gente é sempre auto-suficiente. até a gente encontrar uma pessoa, se apaixonar e não conseguir mais viver sem ela.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
uma breve história de mim mesma e uma crítica inútil à sociedade. ou não.
muito bem, vamos por partes. sempre desconfiei que sou um pouco disléxica, certa vez até sabia escrever melhor. mas como isso não vai ser divulgado, sinto-me falando sozinha e não tenho nenhum interesse em tornar-me jornalista, pouco importa não? pois bem, sempre fui meio confusa, em relação a tudo. mas a tudo mesmo. com o tempo, talvez isso foi modificando-se aos poucos, mas ainda sinto insegurança em certas coisas que faço. digamos que na maioria delas. talvez seja algo relacionado à infância, não sei ao certo, pois em algumas horas desejo profundamente voltar àquele tempo onde tudo era mais fácil e não existiam tantas (quase nehuma) responsabilidades, a única preocupação existente era se a casa das bonecas estava arrumada ou não. e como toda criança, não acredita que seu mundo é tão bom assim e quer mesmo crescer logo, mostrar-se ao mundo, ser "grande" logo. mas ser grande, não é tão simples assim. necessita força, coragem. habilidade. nunca sabe-se o que está por vir, nunca sabe-se por quanto tempo sua rotina continuará a mesma, sua vida continuará a mesma. por quanto tempo as pessoas ao seu redor continuarão as mesmas. numa sociedade falida, onde você é somente o que você tem, escolhemos a dedo quem é digno de confiança. não sejamos hipócritas a ponto de dizer que não precisamos de dinheiro para nada, mas também não tão ignorantes a ponto de viver em torno do materialismo. o que em muitas vezes, não serve para nada, convenhamos. numa sociedade medíocre, onde você só é bonita se está em pele e osso, não importam-se com sua saúde, com seu bem-estar, com sua qualidade de vida. celebridades anoréxicas transnornam cada vez mais mentes fracas, direta e indiretamente. e todos acham lindo. eu também achava. pois bem, já que estamos aqui, distúrbio alimentar não é frescura, é doença, e eu sei bem disso. passei 6 anos da minha vida controlando calorias, revertendo o que eu achava que tinha sido demais e passando dias à base de água e cigarros. digam o que quiserem, só eu sei o inferno que eu vivi. doenças psicológicas não vem sozinhas, ah não vem mesmo. uma série de pertubações psíquicas perseguiam-me certa época trazendo o desejo incontrolável da extinção da vida para cada vez mais perto. são nesses acontecimentos absurdos, que percebe-se quem você realmente é, a que está disposto, porquê e quem está do seu lado. não preciso de muitas pessoas, e nunca precisei. sempre tive a sorte de encontrar pessoas certas que tinham a cura para meus sentimentos obscuros, relacionados à aversão. ok, isso tudo está ficando clichê demais, escrevi demais, coisas que talvez ninguém devesse saber. mas com o tempo, aprendi que as pessoas que não se expressam, morrem aos poucos. hoje podem dizer que não sou a melhor pessoa para lidar-se. mas acredite, já fui bem pior, e realmente ainda não entendo como as pessoas que gostam de mim e convivem comigo ainda suportam-me. alguma coisa eu devo ter de diferente.
que bom.
"amigos vem e vão, mas nunca abra mão dos poucos e bons." depois de quase preder minhas pouquíssimas amizades verdadeiras é que aprendi a dar valor ao amor de uma pessoa pela outra. como pode o ser humano ser tão idiota e quase deixar escapar tanta coisa especial que o cerca. mais triste ainda é quando deixa. ninguém nasceu pra si mesmo, acredito sim que cada um de nós tenha alguém que complete-o, podendo ser até mesmo o seu cachorro. ninguém é auto-suficiente. há! se alguém que me conhece algum dia ler isso vai achar um tanto quanto estranho demais. de verdade, não gosto de muitas pessoas, e nem faço questão. estamos cercados de arrogantes e fingidos que acham que são espertos mas não sabem a cultura básica do próprio país. enfim, há alguns, (poucos) que salvam-se e são desses que eu me refiro! aprendi a valorizar as pessoas boas que me encontraram, que muitas vezes, me salvaram de mim mesma. e hoje é só isso que me importa. all you need is love.
que bom.
"amigos vem e vão, mas nunca abra mão dos poucos e bons." depois de quase preder minhas pouquíssimas amizades verdadeiras é que aprendi a dar valor ao amor de uma pessoa pela outra. como pode o ser humano ser tão idiota e quase deixar escapar tanta coisa especial que o cerca. mais triste ainda é quando deixa. ninguém nasceu pra si mesmo, acredito sim que cada um de nós tenha alguém que complete-o, podendo ser até mesmo o seu cachorro. ninguém é auto-suficiente. há! se alguém que me conhece algum dia ler isso vai achar um tanto quanto estranho demais. de verdade, não gosto de muitas pessoas, e nem faço questão. estamos cercados de arrogantes e fingidos que acham que são espertos mas não sabem a cultura básica do próprio país. enfim, há alguns, (poucos) que salvam-se e são desses que eu me refiro! aprendi a valorizar as pessoas boas que me encontraram, que muitas vezes, me salvaram de mim mesma. e hoje é só isso que me importa. all you need is love.
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oh,I wanna watch you bleed.
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Quem sou eu
- Natalia Borba
- se quer saber do que eu consigo,é muito mais além da dor. se quer saber por onde eu sigo, encontro abrigo em qualquer amor. te mostro o esforço que faço. eu tenho que ser alguém. se eu ando na rua com essa cara de amor, pergunta por quem por onde eu vou? se eu ando na rua com essa cara de abrigo, se esconde o amigo, me faça um favor.eu te mostro o esforço que faço pra parecer alguém.