segunda-feira, 21 de maio de 2012

Teoria Crítica.

Como podem perceber, meu entusiamo para escrever e meu tempo para o mesmo diminuiram relativamente. Aqui vai então um comentário sobre um texto de chorar que tive o privilégio de ler em aula.


A Escola de Frankfurt juntamente com a Teoria Crítica surge no final do século XIX a fim de mostrar o que julgam a verdadeira face do mundo. Afirmam que a vida capitalista está muito semelhante a uma arena teatral, a teorias da conspiração e domínio psicológico de indivíduos através de marketing e comunicação. Surge como uma forte crítica às disciplinas regradas que tentam manter a ordem social ao tempo que às convém e caminha ao completo oposto dessas fórmulas capitalistas e tentam evitar a função ideológica das mesmas, evitar que o ser humano continue sendo alienado pelos bens de consumo.
Julga como grande e influente culpada a eterna divisão de classes sociais, que sempre acaba subordinando o mais fraco ao mais forte, seja na fora bruta, moral, psicológica ou financeira. Sociedade essa que manipula o indivíduo para o seu prazer, sem pensar no bem da coletividade. E por conta dessa divisão, fica preso ao padrão social que sempre conheceu, sem chance de autonomia e mesmo que ele pense que está escapando do sistema ou desligado de alguma forma dele, ele não está, pois mesmo em seu tempo livre ele está subordinado a alguma criação relacionada ao mesmo. Como o próprio autor salienta: “Divertir-se significa estar de acordo. Significa sempre não deve pensar”.
Somos então, submetidos a uma espécie de “tortura social”, que nos deixa “pseudo-individuais” e então a alienação social é concluída com sucesso ao longo dos tempos com suas fórmulas prontas como filmes e novelas com o mesmo enredo, músicas sem sentido, sem necessidade de esforço mental e aí se conclui o sucesso que mantém a roda do capitalismo girando; seres não pensantes não questionam.
A teoria crítica e toda sua ênfase na manipulação e alienação da sociedade para com o indivíduo é muito real, muito relevante e muito útil também, não fosse o fato de apenas apresentar críticas e não inserir junto ao menos um projeto de solução. Para muitos pode parecer óbvio todo o trabalho por eles desenvolvido, mas para outros muitos, com certeza uma maioria, vale a pena apresentar e fazer-se pensar, sair dessa “inércia intelectual” ao qual o sistema tenta nos manter acurralados.

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