quinta-feira, 2 de setembro de 2010

uma breve história de mim mesma e uma crítica inútil à sociedade. ou não.


muito bem, vamos por partes. sempre desconfiei que sou um pouco disléxica, certa vez até sabia escrever melhor. mas como isso não vai ser divulgado, sinto-me falando sozinha e não tenho nenhum interesse em tornar-me jornalista, pouco importa não? pois bem, sempre fui meio confusa, em relação a tudo. mas a tudo mesmo. com o tempo, talvez isso foi modificando-se aos poucos, mas ainda sinto insegurança em certas coisas que faço. digamos que na maioria delas. talvez seja algo relacionado à infância, não sei ao certo, pois em algumas horas desejo profundamente voltar àquele tempo onde tudo era mais fácil e não existiam tantas (quase nehuma) responsabilidades, a única preocupação existente era se a casa das bonecas estava arrumada ou não. e como toda criança, não acredita que seu mundo é tão bom assim e quer mesmo crescer logo, mostrar-se ao mundo, ser "grande" logo. mas ser grande, não é tão simples assim. necessita força, coragem. habilidade. nunca sabe-se o que está por vir, nunca sabe-se por quanto tempo sua rotina continuará a mesma, sua vida continuará a mesma. por quanto tempo as pessoas ao seu redor continuarão as mesmas. numa sociedade falida, onde você é somente o que você tem, escolhemos a dedo quem é digno de confiança. não sejamos hipócritas a ponto de dizer que não precisamos de dinheiro para nada, mas também não tão ignorantes a ponto de viver em torno do materialismo. o que em muitas vezes, não serve para nada, convenhamos. numa sociedade medíocre, onde você só é bonita se está em pele e osso, não importam-se com sua saúde, com seu bem-estar, com sua qualidade de vida. celebridades anoréxicas transnornam cada vez mais mentes fracas, direta e indiretamente. e todos acham lindo. eu também achava. pois bem, já que estamos aqui, distúrbio alimentar não é frescura, é doença, e eu sei bem disso. passei 6 anos da minha vida controlando calorias, revertendo o que eu achava que tinha sido demais e passando dias à base de água e cigarros. digam o que quiserem, só eu sei o inferno que eu vivi. doenças psicológicas não vem sozinhas, ah não vem mesmo. uma série de pertubações psíquicas perseguiam-me certa época trazendo o desejo incontrolável da extinção da vida para cada vez mais perto. são nesses acontecimentos absurdos, que percebe-se quem você realmente é, a que está disposto, porquê e quem está do seu lado. não preciso de muitas pessoas, e nunca precisei. sempre tive a sorte de encontrar pessoas certas que tinham a cura para meus sentimentos obscuros, relacionados à aversão. ok, isso tudo está ficando clichê demais, escrevi demais, coisas que talvez ninguém devesse saber. mas com o tempo, aprendi que as pessoas que não se expressam, morrem aos poucos. hoje podem dizer que não sou a melhor pessoa para lidar-se. mas acredite, já fui bem pior, e realmente ainda não entendo como as pessoas que gostam de mim e convivem comigo ainda suportam-me. alguma coisa eu devo ter de diferente.
que bom.
"amigos vem e vão, mas nunca abra mão dos poucos e bons." depois de quase preder minhas pouquíssimas amizades verdadeiras é que aprendi a dar valor ao amor de uma pessoa pela outra. como pode o ser humano ser tão idiota e quase deixar escapar tanta coisa especial que o cerca. mais triste ainda é quando deixa. ninguém nasceu pra si mesmo, acredito sim que cada um de nós tenha alguém que complete-o, podendo ser até mesmo o seu cachorro. ninguém é auto-suficiente. há! se alguém que me conhece algum dia ler isso vai achar um tanto quanto estranho demais. de verdade, não gosto de muitas pessoas, e nem faço questão. estamos cercados de arrogantes e fingidos que acham que são espertos mas não sabem a cultura básica do próprio país. enfim, há alguns, (poucos) que salvam-se e são desses que eu me refiro! aprendi a valorizar as pessoas boas que me encontraram, que muitas vezes, me salvaram de mim mesma. e hoje é só isso que me importa. all you need is love.

sábado, 3 de julho de 2010

wonderwall.


hoje será o dia que eles vão jogar tudo de volta em você. por enquanto você já deveria, de algum modo, ter percebido o que deve fazer. não acredito que ninguém sinta o mesmo que eu sinto por você agora. andam dizendo por aí que o fogo no seu coração apagou. tenho certeza que você já ouviu tudo isso antes, mas você nunca tinha uma dúvida. não acredito que ninguém sinta o mesmo que eu sinto por você agora. e todas as estradas que temos que percorrer são tortuosas. e todas as luzes que nos levam até lá nos cegam. existem muitas coisas que eu gostaria de te dizer mas não sei como. porque talvez você vai ser aquele que me salva. e no final de tudo você é meu protetor. <3


- oasis

quinta-feira, 1 de julho de 2010

bom, velho e fedorento.


violenta, imoral, injustificável, qualidades da cachaça que acabou comigo. consciente da ruína desse estado lamentável, posso dizer que vou parar, mas eu sei que não consigo. ressaca sem fim!
muita dor de cabeça, puro gosto de gin, sede insaciável, maldita ressaca sem fim.
convivendo com a verdade do dia seguinte, as idéias que eram boas são insuportáveis. a mulher que era linda vai ficando muito feiae os que eram seus amigos são apenas miseráveis.

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vai chegar de madrugada e ela vai querer saber, onde foi, aonde esteve e o que foi fazer. mas à todas as perguntas sabe responder,tem um plano A e tem um plano B. se você nunca se contradiz, não abre mão do que te faz feliz. se não há nada que abale sua paz, já nasceu sabendo como é que se faz e tudo segue do jeito que sempre quis. temos um sócio no Clube dos Canalhas, não admitimos que apontem nossas falhas. queremos todo dia tudo isso que a vida tem de bom. farra para tudo é um bom remédio, só um idiota completo morre de tédio. queremos todo dia tudo isso que a vida tem de bom. sabe o quanto é importante não dar muita explicação. não há nada de extraordinário na situação. o segredo do sucesso é a moderação, ter um dia sim e ter um dia não. se você nunca se contradiz, não abre mão do que te faz feliz. se não há nada que abale sua paz, já nasceu sabendo como é que se faz e tudo segue do jeito que sempre quis. temos um sócio no Clube dos Canalhas, não admitimos que apontem nossas falhas. queremos todo dia tudo isso que a vida tem de bom. farra para tudo é um bom remédio, só um idiota completo morre de tédio. queremos todo dia tudo isso que a vida tem de bom.

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não me faça nenhum favor, não espere nada de mim, não me fale seja o que for, sinto muito que seja assim. como se fizesse diferença o que você acha ruim. como se eu tivesse prometido alguma coisa pra você. eu nunca disse que faria o que é direito, não se conserta o que já nasce com defeito. não tem jeito, não há nada a se fazer. mesmo que eu pudesse controlar a minha raiva, mesmo que eu quisesse conviver com a minha dor, nada sairia do lugar que já estava, não seria nada diferente do que sou. não quero que me veja, não quero que me chame, não quero que me diga, não quero que reclame. eu espero que você entenda bem. eu não gosto de ninguém!


- matanza

quinta-feira, 17 de junho de 2010

poor thing.


Sweeney Todd: "Você tem um quarto em cima da loja, não tem? Se os tempos estão tão difíceis, porque você não o aluga?"
Mrs. Lovett: "As pessoas dizem que é assombrado."
Sweeney Todd: "Assombrado?"
Mrs. Lovett: "Sim. E quem pode dizer que estão errados? Algo aconteceu lá anos atrás. Algo não muito agradável."
Havia um barbeiro e sua esposa, ele era lindo. um legítimo artista com a navalha, mas eles o prenderam por toda a vida. e ele era lindo.
"Barker, era seu nome. Benjamin Barker."
Sweeney Todd: "Qual foi o crime dele?"
Mrs. Lovett: "Ingênuidade."
Ele tinha essa esposa, você sabe. bonitinha, tolinha. teve sua chance de que tudo desse certo. pobrezinha, pobrezinha. Havia esse juíz, você sabe, a queria feito louco, todos os dia lhe mandava flores, mas ela não descia de sua torre. sentava lá e chorava por horas, bobinha. ah, mas o pior estava por vir, pobrezinha. Bem, o Beadle foi chamá-la educadamente, pobrezinha, pobrezinha. O juíz, ele fala, está arrependido e se culpa por seu sofrimento, ela deve ir à sua casa esta noite. pobrezinha, pobrezinha. Claro que quando ela chegou lá, pobrezinha, pobrezinha, estava havendo um baile de máscaras. não havia ninguém que ela conheçesse, coitadinha, pobrezinha. ela sente-se atormentada e bebe, pobrezinha. O juíz se arrependeu, ela pensa, pobrezinha. 'Oh, onde está o juíz Turpin?' ela se pergunta. ele estava lá. mas não tão arrependido. Ela não estava preparada para tanto, você sabe, e todos acharam muito engraçado, eles acharam que ela devia ser abobalhada, você sabe, e todos começaram a rir, você sabe. pobre alma. pobrezinha.
Sweeney Todd: "NÃO! Ninguém teve piedade dela?"
Mrs. Lovett: "Então é você. Benjamin Barker."
Sweeney Todd: "Não. Não Barker. Aquele homem morreu. É Todd agora. Sweeney Todd. E ele terá sua vingança."


quinta-feira, 27 de maio de 2010

natalia.


vamos falar de pesticida, e de tragédias radioativas, de doenças incuráveis, vamos falar de sua vida. preste atenção ao que eles dizem, ter esperança é hipocrisia, a felicidade é uma mentira, e a mentira é salvação. beba desse sangue imundo e você conseguirá dinheiro, e quando o circo pega fogo, somos os animais na jaula, mas você só quer algo tão doce; não confunda ética com éter, quando penso em você eu tenho febre, mas quem sabe um dia eu escrevo uma canção pra você. é complicado estar só. quem está sozinho que o diga. quando a tristeza é sempre o ponto de partida, quando tudo é solidão, é preciso acreditar num novo dia, na nossa grande geração perdida, nos meninos e meninas, nos trevos de quatro folhas. a escuridão ainda é pior que essa luz cinza. mas estamos vivos ainda. e quem sabe um dia eu escrevo uma canção pra você.


- legião urbana.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

a falta.


não sei mas parece que você esquece do que deve ser, não sei mas se talvez viesse pra ser do bem e fizesse questão de ser além. ah só não me peça pra gostar e se despeça com olhar de quem não pensa em voltar. ah você me diz ignorar a falta que esse amor fará. você falou e prometeu que seja assim perto do seu e perto do meu amor. não sei mas se talvez viesse pra ser do bem e fizesse questão de ser além. ah só não me peça pra gostar e se despeça com olhar de quem não pensa em voltar. ah você me diz ignorar a falta que esse amor fará. eu tive um amor mas foi a dor que me ensinou a ser quem sou.



- canto dos malditos na terra do nunca

terça-feira, 20 de abril de 2010

drain you.


uma garota para outra diz: tenho sorte por ter te conhecido, não me importo com o que você pensa, a não ser que seja sobre mim. agora é meu dever é drenar você completamente. eu viajo por um tubo que dá em sua afeição. mastigo sua carne por você, passo para frente e para trás, num beijo apaixonado, da minha boca para a sua, porque eu gosto de você. com os olhos tão dilatados, tornei-me seu pupilo. você me ensinou tudo sem uma maçã envenenada. a água é tão amarela, eu sou uma estudante saudável, endividada e tão agradecida, eu sugo os seus fluidos. mastigo sua carne por você, passo para frente e para trás, num beijo apaixonado, da minha boca para a sua, úmidos, lábios contra lábios, você é minha vitamina, porque eu sou como você.



- nirvana.